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Bruno Romano Cosendey Marques viu um pouco de tudo em 2025. Representante do Brasil no Mundial Sub-19 de Vôlei, realizado em Tashkent, no Uzbequistão, e no Mundial Sub-18 de Vôlei de Praia, que acontece em Doha, no Catar, o carioca teve uma temporada movimentada no cenário internacional.

Nos dois torneios, o brasileiro não obteve os resultados que esperava, já que a seleção foi superada pela França nas oitavas de final do Mundial Sub-19 de Vôlei, enquanto sua dupla com George foi eliminada na repescagem do Mundial Sub-18 de Vôlei de praia, depois de cair diante dos holandeses Sven van Groenestein e Mees Huisman no tie-breaker.

Apesar da frustração, por não ter ido ao pódio nos dois eventos, Bruno procurou ver o lado positivo das experiências que teve.

"Não foi como eu esperava, mas acontece," disse o brasileiro, que comemorou seu aniversário de 17 anos no dia cinco de outubro, durante a viagem ao Catar. "O vôlei é assim, às vezes você ganha e às vezes você perde. O mais importante é que possamos aprender as lições e fazer melhor nos próximos eventos.

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Bruno Marques em ação durante o Mundial Sub-18 no Catar

O Mundial Sub-18 foi a primeira competição oficial de Bruno e George como parceiros. Apesar da eliminação precoce, os dois mostraram sinais promissores, vencendo quatro partidas no evento e avançando à segunda fase a partir do Grupo C, considerado o Grupo da Morte do torneio masculino.

"Jogar com o George tem sido incrível, porque nos completamos muito bem dentro da quadra", ele comentou. "Ele é um ótimo bloqueador e eu vou bem na defesa, então é bem fácil de organizar a dupla dentro de quadra. Treinamos juntos por apenas algumas semanas, mas a química veio logo. Gostaria muito de jogar com ele novamente no futuro, mas neste momento só quero ir para casa e descansar, para que logo possa começar a me preparar para a próxima temporada."

Bruno /George (BRA) vs. van Groenestein/Huisman (NED) - Round of 24 #66698814

Bruno ficou satisfeito com sua recente parceria com George

As experiências vividas nesta temporada deixaram Bruno em dúvida em relação ao caminho que seguirá na sequência da sua carreira. Ainda que se sinta mais à vontade no vôlei de praia, ele constantemente se vê como um jogador profissional de vôlei, seguindo os passos de seus ídolos, os ponteiros Giba, do Brasil, Earvin N'gapeth, da França, e TJ DeFalco, dos Estados Unidos.

"O vôlei hoje está à frente, porque meu sonho é ser um jogador profissional", disse Bruno, que joga nas categorias de base do Flamengo. "Eu já joguei como levantador e líbero, mas passei para ponteiro neste ano. Eu adoro a posição, porque eu tenho mais responsabilidade na quadra e faço um pouco de tudo. Tenho participado das seleções de base desde 2023 e já joguei dois Mundiais (Sub-17 e Sub-19), então acho que estou no caminho certo."

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Bruno faz a recepção durante o Mundial Sub-19 de Vôlei

Caso decida seguir nas areias, Bruno tem uma fonte de inspiração dentro da própria casa - seu pai, Guilherme Marques, foi campeão mundial no esporte em Los Angeles em 1997.

"O que eu mais gosto no vôlei de praia é a possibilidade de estar sempre em contato com a bola e de expressar em quadra," disse Bruno. "Meu pai é uma grande inspiração para mim. Ele foi meu primeiro técnico e é meu herói e meu exemplo. Assisti alguns vídeos dele jogando e ele era incrível. Ele foi campeão mundial, então, certamente tenho muito a aprender com ele."

"São dois esportes diferentes, mas no fim das contas é tudo vôlei, o esporte que eu amo. Hoje em dia eu me divirto mais no vôlei de praia, mas também amo o vôlei de praia. Meu sonho é ser profissional, em um ou outro. Só quero poder seguir jogando o esporte que amo no mais alto nível."

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Pai de Bruno, Guilherme Marques foi campeão mundial em 1997