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Desfalque na VNL, Gabi estará com o Brasil no Rio de Janeiro

Depois de conquistar a medalha de prata na Liga das Nações de Vôlei (VNL), a seleção brasileira feminina de vôlei vai atrás de seu principal objetivo na temporada 2026 nesta semana - uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A classificação estará em jogo durante a 36ª edição do Campeonato Sul-Americano, que será disputado entre terça e domingo no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e reunirá seis seleções do continente - os três primeiros colocados garantem vaga na Copa do Mundo de 2027.

Vice-líder do Ranking Mundial e única equipe do continente a aparecer entre as 19 melhores do mundo, o Brasil é favorito absoluto a conquistar o título, assegurar a vaga em Los Angeles 2028 e manter sua hegemonia na região. A seleção soma 23 vitórias em 35 edições do Campeonato Sul-Americano e subiu ao topo do pódio em todas as edições disputadas desde 1995.

"É um campeonato muito importante para a gente manter o Brasil sempre no topo do Sul-Americano, mas acho que o foco total mesmo é poder encaminhar a gente já para as Olimpíadas para o ano que vem poder testar ou fazer algumas coisas diferentes", disse a levantadora Roberta. "Vão ser três jogos diretos, um dia de folga e depois dois jogos, a gente sabe que não é fácil, mas a gente tem algo a nosso favor que é jogar em casa. Então, contamos com o Maracanãzinho lotado, e com a energia incrível. Todo jogo é importante e difícil, então vamos respeitar esse campeonato e ir com tudo."

O retorno da ponteira e capitã Gabi é a grande novidade do Brasil no Sul-Americano. Sofrendo com dores na lombar, a jogadora de 32 anos ficou fora da VNL, mas fará parte do elenco à disposição do técnico José Roberto Guimarães no Rio de Janeiro.

"Estou super animada para encontrar a torcida e ver o ginásio lotado no Maracanãzinho," Gabi comentou. "Espero que possamos dar o nosso melhor e buscar essa vaga. O Sul-Americano é sempre um campeonato complicado e vamos precisar muito da energia da torcida para ser o nosso sétimo jogador dentro de quadra."

O time, no entanto, chega ao Sul-Americano com alguns desfalques importantes. Além da central Júlia Kudiess, que se lesionou durante a VNL, a equipe também não contará com a levantadora Macris, que se afastou da seleção durante sua gravidez,

Assim, o elenco brasileiro no Sul-Americano terá as levantadoras Roberta e Vivian, as opostas Rosamaria, Sabrina e Tainara, as ponteiras Ana Cristina, Gabi, Julia Bergmann e Helena, as centrais Diana, Lorena e Luzia e as líberos Marcelle e Nyeme.

Estreia é contra a Venezuela

O Sul-Americano conta com a presença de seis seleções - Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela - e será disputado em sistema de todos contra todos, em turno único, de terça a domingo, tendo sexta como dia de folga para todas as equipes.

"Argentina e Colômbia são equipes que cresceram muito nos últimos anos," Zé Roberto analisou. "Mas não podemos esquecer da Venezuela, do Chile, do Peru. Todas as equipes inspiram muito cuidado, são jogos únicos, que são sempre muito perigosos. Temos que apresentar o nosso melhor para conseguir essa classificação pra Olimpíada de 2028."

A estreia do Brasil será na terça, às 20h de Brasília, contra a Venezuela, que está em 105º lugar no Ranking Mundial. Na quarta, no mesmo horário, o duelo será contra o Peru, que ocupa a 41ª posição no mundo. Na quinta, novamente às 20h, a seleção encerra seu primeiro bloco de partidas no Rio de Janeiro diante da Colômbia, 21ª no mundo atualmente.

Após o dia de descanso na sexta, o Brasil volta à quadra no sábado, às 13h30, para medir forças com o Chile, 68º no mundo. O quinto e último duelo será contra a rival Argentina, que está em 20º lugar no Ranking Mundial, no domingo, às 12h.

O Campeonato Sul-Americano é o quinto e último classificatório continental para os Jogos LA 2028. O Canadá ficou com a vaga na região da NORCECA, a Tailândia surpreendeu no Campeonato Asiático, a Turquia prevaleceu no continente europeu e o Egito levou a melhor na África, classificando-se pela primeira vez. Os Estados Unidos também têm vaga garantida como país-sede.

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