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Jogadores e comissão técnica do Brasil comemoram a medalha em Doha

O Brasil foi ao pódio na segunda edição do Campeonato Mundial Sub-17 Masculino de Vôlei, que chegou ao fim neste domingo, em Doha, no Catar.

Com campanha de seis vitórias e apenas uma derrota, o time treinado pelo técnico Marcelo Zenni conquistou a medalha de bronze ao superar a rival Argentina por 3 a 1 (21-25, 25-17, 25-18, 25-13) na disputa de terceiro lugar.

O resultado obtido em Doha representa evolução em relação à primeira participação brasileira em Mundiais da categoria, já que a seleção ficou em oitavo lugar na edição de 2024.

"Estou muito feliz por ter ajudado a levar o Brasil ao pódio," disse o levantador Pedro Berlitz, capitão do time. "Brasil e Argentina sempre têm uma grande rivalidade, sabemos que eles têm um time forte, mas conseguimos jogar muito bem e superá-los. Estou muito orgulhoso do que conseguimos alcançar."

O Brasil passou invicto pela fase de grupos em Doha e obteve a primeira colocação do Grupo C ao somar três vitórias - a equipe derrotou o México por 3 a 0 (25-16, 25-16, 25-19), bateu a Polônia por 3 a 2 (25-12, 23-25, 25-17, 23-25, 16-14) e superou a Argentina por 3 a 0 (21-19, 21-15, 25-21).

Nas oitavas, a seleção derrotou a Índia por 3 a 0 (25-17, 25-13, 25-14), e nas quartas passou pela Venezuela também por 3 a 0 (25-19, 25-13, 25-14). A única derrota veio nas semifinais, diante da França, por 3 a 1 (23-25, 25-19, 25-21, 25-21).

Mundial Sub-17 Masculino - Resultados

O elenco brasileiro no Catar contou com os levantadores Lukas Fernando e Pedro Berlitz, o oposto Arthur Lima, os ponteiros Enzo Salgueiro, Kauan Francisco, Lorenzo José, Luan Rodrigo, Lucca Ferreira e Rafael Ferraz, os centrais Lucas Dultra, Lucas Abreu e João Vitor, e os líberos João Palhares e Davi Dezzotti.

"Estou muito feliz e orgulhoso porque fizemos tudo o que podíamos", disse o central Lucas Abreu. "Foi muito difícil perder nas semifinais, mas sabíamos que ainda podíamos conquistar uma medalha e viemos determinados a conseguir. Esta medalha significa muito para o Brasil, pois passamos algumas edições longe das semifinais e do pódio."

Lucas Abreu na seleção do Mundial

Um dos destaques da campanha brasileira, o central Lucas Abreu foi escolhido para a seleção do Mundial. O atleta de 16 anos e 1,93 m de altura foi o principal bloqueador da competição com 29 pontos no fundamento e ainda marcou 39 pontos de ataque e seis aces.

Além dele, também foram selecionados o levantador Akam Ebrahimnezhad, do Irã, o oposto iraniano Sina Hazrati, também do Irã, que ainda levou o troféu de MVP, os ponteiros Jaden Ebagne Yon, da França, e Valentin Tomas Bianchi, da Argentina, o central Monib Sheikh, do Irã, e o líbero Corentin Agnese, da França.

Outros destaques brasileiros foram o oposto Artur Lima, quinto maior pontuador com 101 pontos, o central Lucas Dultra, terceiro no bloqueio com 17 pontos, o levantador Pedro Berlitz, líder em aces com 14 e quarto no levantamento com 129, e o líbero João Palhares, primeiro no passe com 67.

O título da competição ficou com a seleção iraniana, que na decisão derrotou a França por 3 a 1 (25-18, 25-15, 22-25, 25-12).

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