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Brait ajudou o Osasco a conquistar o bronze no Mundial de Clubes de 2025

A eliminação do Osasco São Cristovão Saúde nas semifinais da Superliga Feminina de Vôlei 2025-2026 marcou o fim de uma era no clube e no voleibol brasileiro, com a aposentadoria da líbero Camila Brait.

Um ícone do esporte no país, a defensora de 37 anos causou uma reação incomum na Arena UniBH após o último ponto da derrota do Osasco para o Gerdau Minas na última sexta, em Belo Horizonte, fazendo os torcedores do time mineiro dividirem-se entre a celebração da vitória e classificação da equipe da casa à decisão e a reverência a uma das jogadoras mais marcantes de sua geração.

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Em uma era do voleibol em que diversas ligas ao redor do mundo são atrativas e atletas mudam de clube várias vezes em suas carreiras, Brait foi exceção. Chegou a Osasco em 2008, aos 19 anos, e sai 18 temporadas depois, como ícone e a cara de um dos projetos mais vitoriosos da história do voleibol brasileiro.

Sua passagem por Osasco foi longa, mas também produtiva. Em 18 temporadas, foram 25 conquistas, muitas delas históricas. Foi com Brait em quadra que o time paulista conquistou seu único título mundial, em 2012.

A líbero, que foi alçada ao posto de capitã do time em 2021, quando uma mudança na regra permitiu que jogadoras da posição passassem a desempenhar a função, também esteve presente em três títulos da Superliga, cinco da Copa Brasil, quatro do Sul-Americano e 11 do Campeonato Paulista, entre outras conquistas.

“Nesses 18 anos vestindo a camisa de Osasco, vivi e senti coisas extraordinárias, sentimentos que só o esporte é capaz de proporcionar”, disse Brait em uma mensagem postada nas redes sociais. "Teve dor, momentos difíceis, incertezas, choro, luta... Mas também teve sucesso, vitórias, muita glória e o principal, eu fui feliz aqui."

Brait também brilhou com a camisa da seleção brasileira. Sua trajetória internacional começou a ter destaque em 2007, quando liderou o Brasil na conquista do Campeonato Mundial Juvenil, sendo eleita a melhor líbero da competição.

Chegou à equipe principal no ano seguinte e por muitas temporadas disputou posição com Fabi, considerada a melhor líbero do mundo no momento. Sua trajetória na seleção foi interrompida após não ser convocada para as Olimpíadas Rio 2016, mas ela retornou em 2019 e fez parte do time que conquistou a medalha de prata em Tóquio, em 2021.

Entre as duas passagens, Brait acumulou quatro títulos do Grand Prix, o ouro na Copa dos Campeões de 2013 e medalhas no Campeonato Mundial (prata em 2010 e bronze em 2014) e na Liga das Nações (prata em 2021).

"Para mim foi muito especial ter ficado aqui durante todo esse tempo, ter voltado," ela disse após a conquista na capital japonesa. Só Deus sabe o que essa prata significa para mim. Minha primeira e última Olimpíada. Pelo menos eu sou medalhista Olímpica."

A derrota nas semifinais da Superliga foi a despedida oficial, mas a líbero planeja um retorno à sua cidade-natal, Sacramento (MG), onde tudo começou, para um jogo festivo que marcará seu adeus definitivo às quadras.

"Jamais deixaria as quadras sem antes jogar para o povo de Sacramento," disse a líbero em um post nas redes sociais. "Estou voltando para casa, pra um jogo de despedida cheio de estrelas no palco onde comecei."

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