Brazil (BRA) vs. France (FRA) women - Pool C #56469911

Com duas vitórias, Brasil precisa de mais um resultado positivo para garantir o primeiro lugar no grupo

O Brasil voltou a ter dificuldades contra a França, mas reagiu depois de um começo ruim e se recuperou, garantindo a vitória e uma vaga nas oitavas-de-final do Campeonato Mundial de Vôlei 2025 no domingo.

Jogando em Chiang Mai, a seleção sofreu com o saque agressivo das francesas no primeiro set, mas contou com ótima contribuição das jogadoras vindas do banco para virar o jogo e vencer por 3 a 2 (21-25, 20-25, 25-15, 25-17, 15-13), repentindo o placar da partida entre as equipes na Liga de Nações de Vôlei (VNL), em julho, e conquistar sua segunda vitória no Grupo C.

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O resultado fez o Brasil chegar a cinco pontos na tabela de classificação e garantir uma das duas vagas no grupo nas oitavas-de-final. A segunda está entre França, que soma quatro pontos, e Grécia, que chegou a três depois de bater Porto Rico por 3 a 1 (25-19, 25-13, 23-25, 25-14) no domingo.

Para garantir a primeira colocação e enfrentar o time que sair em segundo lugar no Grupo F, que tem China, Colômbia, República Dominicana e México, nas oitavas, o Brasil precisa bater Porto Rico, que ainda não pontuou e já está eliminado, por qualquer placar na terça, às 9h30 de Brasília. Mais cedo, às 6h, França e Grécia decidem a segunda seleção classificada em confronto direto.

Repetindo a escalação da estreia contra a Grécia, o Brasil saiu jogando com a levantadora Roberta, a oposta Kisy, as ponteiras Gabi e Júlia Bergmann, as centrais Diana e Júlia Kudiess e a líbero Marcelle. Durante a partida, foram utilizadas a levantadora Macris, as opostas Rosamaria e Tainara e a central Lorena.

Maior pontuadora do Brasil na estreia contra a Grécia, a capitã Gabi repetiu a dose diante das francesas, marcando 18 pontos, com 13 ataques e cinco bloqueios.

“A França teve uma atuação impressionante hoje,” disse a ponteira da seleção brasileira. “Elas colocaram muita pressão em nós no início com o saque e a defesa e jogaram com muita inteligência no ataque. São um time de muita qualidade e sabíamos que eram capazes disso. Quando começamos a sacar melhor e ajustamos o nosso bloqueio e a defesa, o jogo ficou mais favorável. Os jogos no Mundial são assim e precisamos estar preparadas. Não desistimos nunca e as jogadoras que vieram do banco ajudaram bastante. Essa é sempre uma força nossa e espero que continue fazendo a diferença.”

Júlia Bergmann, que marcou o ponto decisivo no tie-breaker, também teve atuação de destaque com 17 pontos (14 ataques, dois bloqueios e um ace). Uma das jogadoras que saíram do banco para contribuir para a reação brasileira, Rosamaria terminou com 14 pontos (todos marcados nos últimos três sets), mesma marca obtida por Júlia Kudiess. Kisy (10), Diana (9) e Lorena (3) também pontuaram.

A força do Brasil na rede foi fator determinante na vitória, já que a seleção teve ampla vantagem sobre as francesas no ataque (64 a 56) e no bloqueio (19 a 12). As europeias registraram mais aces (três a dois) e cometeram menos erros (21 a 24), equilibrando a partida.

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A ponteira e capitã francesa Héléna Cazaute foi a maior pontuadora do confronto com 20 pontos (19 ataques e um bloqueio). A oposta Iman Ndiaye foi responsável pelos três aces de sua equipe e ainda fez 14 pontos de ataque e um no bloqueio, terminando com 18.

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