A ausência das duas gerou uma oportunidade que a jovem Marcelle, de 24, aproveitou de forma imediata. Convocada para a seleção brasileira pela primeira vez, a defensora, que representou o Fluminense na última Superliga, ganhou a posição de titular durante a VNL, ajudando a seleção a conquistar a medalha de prata, e voltou a brilhar no Campeonato Mundial, que terminou com bronze brasileiro.
"A gente nunca viu isso acontecer, mas está sendo bem tranquilo até," disse Nyeme ao Lance. "Em questão de relação, nós três nos damos muito bem. Ter três líberos também dá um gás a mais, porque alguém vai ficar fora. Então você tem que dar o seu melhor em todo o treino, porque senão a outra vai dar o melhor e garantir a vaga. Isso, eu acho, em certo ponto, é benéfico para nós três."
O retorno de Nyeme e Natinha e a ascensão de Marcelle, no entanto, geram um excesso de opções na posição. Como o regulamento da VNL permite que 18 jogadoras sejam selecionadas a cada semana, com 14 (incluindo duas líberos) sendo relacionadas para cada partida, é possível que um rodízio entre as três aconteça na primeira semana da VNL, em Brasília.