Vice-campeã da Superliga Feminina pelo Gerdau Minas no início de maio, Júlia apresentou-se à seleção brasileira durante a semana, depois de aproveitar cerca de dez dias de férias.
Parte da seleção brasileira desde 2022, ela dá sequência à tradição de grandes centrais produzidas pelo país nas últimas décadas, em lista que conta com as bicampeãs Olímpicas Thaisa e Fabiana e as medalhistas Olímpicas Carol e Carol Gattaz.
Por sua alta eficiência no bloqueio, que já rendeu premiações individuais em torneios internacionais, Júlia é constantemente comparada a Carol, que é considerada uma das melhores da história no fundamento.
As duas, inclusive, dividem uma marca de muito prestígio, tendo estabelecido o recorde de pontos de bloqueio em uma única edição da VNL - Carol marcou 63 pontos em 2022 e Júlia repetiu a marca três temporadas depois.
"Sou muito pé no chão e me cobro bastante," disse Júlia, após a campanha da VNL 2025. "Por isso, não imaginava que fosse voltar tão bem após ter me recuperado de uma lesão tão importante. Sei que ainda tenho muito a crescer, mas no ano passado superei minhas expectativas e alcancei uma marca que nunca imaginaria que poderia alcançar."
Curiosamente, as duas pouco jogaram juntas na seleção, já que, devido a uma lesão no joelho, Júlia perdeu a temporada 2024, a última de Carol com a equipe.