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Júlia é considerada uma das principais bloqueadoras do mundo

Recém-incorporada à seleção feminina na preparação realizada no Centro de Treinamento de Saquarema (RJ), a central Júlia Kudiess será uma das armas do Brasil na Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2026.

A central de 23 anos estabeleceu novo recorde de pontos de bloqueio marcados em uma única edição da competição em 2025 e retorna ao time que foi vice-campeão na temporada passada, disposta a ter um impacto ainda maior na rede.

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Vice-campeã da Superliga Feminina pelo Gerdau Minas no início de maio, Júlia apresentou-se à seleção brasileira durante a semana, depois de aproveitar cerca de dez dias de férias.

Parte da seleção brasileira desde 2022, ela dá sequência à tradição de grandes centrais produzidas pelo país nas últimas décadas, em lista que conta com as bicampeãs Olímpicas Thaisa e Fabiana e as medalhistas Olímpicas Carol e Carol Gattaz.

Por sua alta eficiência no bloqueio, que já rendeu premiações individuais em torneios internacionais, Júlia é constantemente comparada a Carol, que é considerada uma das melhores da história no fundamento.

As duas, inclusive, dividem uma marca de muito prestígio, tendo estabelecido o recorde de pontos de bloqueio em uma única edição da VNL - Carol marcou 63 pontos em 2022 e Júlia repetiu a marca três temporadas depois.

"Sou muito pé no chão e me cobro bastante," disse Júlia, após a campanha da VNL 2025. "Por isso, não imaginava que fosse voltar tão bem após ter me recuperado de uma lesão tão importante. Sei que ainda tenho muito a crescer, mas no ano passado superei minhas expectativas e alcancei uma marca que nunca imaginaria que poderia alcançar."

Curiosamente, as duas pouco jogaram juntas na seleção, já que, devido a uma lesão no joelho, Júlia perdeu a temporada 2024, a última de Carol com a equipe.

Com Júlia, o Brasil fará mais uma tentativa de vencer a VNL pela primeira vez. O time chegou à decisão em quatro das sete edições da competição, mas caiu em todas, nas duas últimas, em 2022 e 2025, diante da Itália, que chega como o time a ser batido, ostentando os títulos Olímpico e mundial.

"Nós estamos engasgadas com este time porque é sempre a mesma história, mas a gente quer mudar isso, porque ninguém quer perder," disse a central em entrevista ao GE. "É horrível perder. Mas acho que esta raiva é boa, pois faz a gente trabalhar o ano inteiro pensando: 'O que eu preciso fazer a mais para conseguir bater essa seleção?' Torna-se uma motivação também."

Júlia é uma das quatro centrais já convocadas pelo técnico José Roberto Guimarães, ao lado de Diana, Lorena e Luzia. Além delas, também já foram chamadas as levantadoras Macris e Roberta, as opostas Rosamaria, Kisy e Tainara, as ponteiras Ana Cristina, Helena, Gabi e Júlia Bergmann e as líberos Marcelle, Natinha e Nyeme. A levantadora Bruninha e a oposta Sabrina também treinam com o grupo, na condição de convidadas.

O Brasil iniciará sua campanha na VNL 2026 em casa, enfrentando, pela ordem, Holanda, República Dominicana, Bulgária e Itália no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF), entre os dias três e sete de junho.

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Próxima temporada na Liga Italiana

Poucos dias antes de apresentar-se à seleção brasileira, Júlia revelou seu destino na próxima temporada de clubes, confirmando transferência para a Liga Italiana, onde defenderá o Igor Gorgonzola Novara.

Em sua primeira temporada fora do país, a central da seleção brasileira tentará seguir evoluindo seu jogo enfrentando algumas das melhores jogadoras do mundo semanalmente na Liga Italiana.

"Estou muito empolgada para iniciar essa aventura," disse Júlia quando o anúncio foi formalizado. "Minha família tem descendência italiana e adoro o país, a culinária e a cultura. A ideia de representar um clube tão importante e atuar em uma arena histórica me anima muito. Estou pronta para os próximos desafios e o objetivo é ganhar muitos títulos pelo Novara."

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